sábado, 13 de dezembro de 2008

A Mercê do Chão?



Depois de me ensinar como voar,
Como ousas vir a mim insinuando que eu ande,
E mais, que ande sozinha?

Nunca ocultei que era feliz sem ti,
Mas, me mostrastes o que há além da felicidade
E de repente, tira-me o espaço,
Deixa à mim apenas com uma fresta?

Nunca havia flutuado,
Mas me mostrastes como deixar as 'borboletas'
Me guiaram a tal
E já não sei, não lembro como é
Fincar os pés no sólido.

Raiva de ti?
Talvez uma pequena decepção
Mas sou grata, com teus ensinos
Aprendi a voar,
Amo minhas asas
E sei exatamente como viver em cada situação
Seja ela qual for, um amor, uma dor.


'[...]Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que ainda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu.'
(Eu te amo - Ana Carolina)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Me diz você




Não posso, me contentar
não quero me conformar
com o fato da vinda do futuro.
Não aceito ficar a relembrar
ficar a apenas reviver cada momento,
pra quem sabe assim, não notar sua ausência.
Não quero o futuro,
ele não pode roubar meus amores,
não dei permissão a ele.


Eu preciso apenas do passado
e do presente, me limito a isso.
É o que me basta, é o que amo
e sei que não amo sozinha.


O ruído que possui teu sorriso
é o que me felicita,
saber que você vive e vive bem
é o que interessa à mim.


O amor mais puro sempre esteve
do meu lado, voôu e caiu comigo
por dois anos. E agora diz ser hora de ir.


Não quero interpretar,
viver ou aprender uma vida
sem essas emoções únicas,
incomparáveis e insubistituíveis.
Para: Bel e Dodô