domingo, 22 de março de 2009

Convicta

É essa hora que não passa,
É essa gente hipócrita,
É esse lugar sujo que me paralisa,
É esse sabor amargo do café frio,
É esse tesão que não vem.

Alimento-me sem sentir o sabor,
Alimento-me pensando em pô-lo pra fora,
Alimento-me gritando pra não me alimentar.

Cada riso vem seguido de um berro de realismo,
Cada canção vem seguida de uma má lembrança,
Cada abraço vem carregado de frieza,
Cada olhar vem carregado de compaixão.

Não absorvo nada direcionado a mim.
Sinceramente, isso tudo não é mais tão ruim,
Não se morre por viver de alegrias vãs e rápidas,
Eu não seria a primeira, não tenho tanto mérito.

Talvez seja melhor ficar no escuro,
Aonde não vejo imperfeições, aonde não vejo nada
Aonde nada existe, aonde nada e tudo tem o mesmo valor.

Não me procures, caso me encontres
Não dê meu endereço à mim,
Não quero me achar, não aqui.

sábado, 14 de março de 2009

Sensato

Tentativas vãs de mudar tudo nem sempre vão adiantar
Mas nada impossibilta de tentar trazer renovação
Coisas aparentemente eternas começam a te mostrar o fim
Talvez traga vantagens ou saudades, mostra a futilidade oculta.

Nada ocorre fora de hora
O tempo é sábio, é sensato
Nova fase, novas alegrias
Gosto tanto do que é novo, me felicita bastante.
Receio nessa impolgação, deixar o que é velho
No passado apenas, sem tentar renovar.

Já passou a hora de ir embora,
E eu perdi o trem, ficarei aqui
Esta será a minha casa, o meu mundo particular
Tendo lembranças e projetos, deposito fé
Que tudo será proveitoso, ainda que seja a dor quem vir
Até mesmo ela me ensinará algo.

Certamente me encontrei,
Essa sim é a minha vida!
Esses são meus amores,
Esses são meus cheiros,
Esses são meus sabores,
Essas são minhas cores,
Esses são meus ritmos.