sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Este sangue nas minhas mãos

É até suportável
Mas não vou mais suportar
Tanto sangue em minhas mãos
Que nem sei como vieram em mim parar

São dias, são pessoas
São descobertas, são sons
São coisas que não me fazem bem
São coisas que me despedaçam

Sei que fugir, sumir não soluciona
Sei que fugir, sumir é covardia
Mas e se eu simplismente deixar
Tudo o que está nas minhas mãos cair?

Não é uma fulga, ou sumiço
Logo não é covardia, é?
É apenas um desleixo, um descuido
Posso achar muitos culpados
Pra tanto peso

Mas quero dizer assim
Sou fraca, e esse é o meu erro
Eu podia ter sido mais sábia
Ou perceptiva, e não tão evasiva

Tantos me deram a posse de seus erros
Agora tanto faz, seja quem ou o que for
Sou o único alvo aparente não é mesmo?

Que seja assim então
Sou imperfeita, errante
Desatenta, pecante.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Sua indecisão

Passastes a me notar é isso,
Ou estou enganada?
Destes pra me desejar?
Ou jogastes uma simples cantada?

Engraçado, podia jurar que
Desejavas minha distância
Tinha certeza de que meu
Perfume não te causava mais efeito

Então vens me contar
Que olhas o meu caminhar
Me dizes sem negar
Que meu corpo queres tocar

Não sei se devo acreditar
Nas tuas retóricas palavras
É contraditório a todo instante
Quero tua certeza e firmeza.